Estocolmo – Capítulo 8

PREVIOUSLY ON ESTOCOLMO

Estrôncio, em uma aparentemente singela e inocente transação comercial, acaba preso pela polícia. E Delício, o namorado arrasado de Jandira, sobe o morro em busca de respostas e vingança. Clique aqui para ler o capítulo anterior na íntegra.

ESTOCOLMO


Capítulo 8 – Vida bandida

Ipanema…

Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=oMrKuC474yo

- Two down. Three to go!

Era o que pensava Deliberto, vendo 3 traficantes na sua frente, logo após matar o pequeno garoto de 11 anos e um outro meliante que tentou lhe parar. Sem pestanejar, Deliberto saiu ao claro e descarregou o fuzil em cima dos 3. Moradores locais corriam desesperados. Um dos traficantes tombados ainda teve tempo de retirar das calças um walkie-talkie e comunicar ao seu chefe que estavam sendo atacados. Os traficantes logo pensaram: “São os tiras!” Mas não, era apenas um homem com sede de vingança, querendo fazer justiça com as próprias mãos.

Deliberto, seguindo seus instintos de guerrilheiro adquiridos ao longo de muitas noites de Domingo Maior, observou um atirador de elite se posicionando em cima de um barraco. A palavra SNIPER brilhou como um outdoor em sua mente. Esgueirando-se por entre os casebres, avançou por uma sequência de escadas e deu uma coronhada na cabeça do atirador.

- Quem é o chefe do morro? – perguntou Delício.
- Não sei não, dotô.

Delício pegou o fuzil e atirou a queima-roupa no joelho direito do traficante.

- Vou perguntar de novo, a próxima bala será na sua cabeça, depois na coluna da sua esposa, para que ela fique paralítica assim como minha namorada. Quem deu a ordem do tiroteio na praia?

Antes que o traficante pudesse dizer, tiros atingiram a mureta próxima a Deliberto, no alto do barraco. Imediatamente ele se abaixou e o traficante se levantou para executá-lo, mas foi acertado por uma bala perdida de seus próprios aliados. Contando com a sorte, Delício pensou “Deus quer justiça”. E pegou a sniper e começou a atirar nos inimigos na rua. Mas o que não contava era com outros traficantes que sabiam de sua localização chegando por trás e nocauteando-o. Delício caiu inconsciente no chão.

Em algum lugar do Brasil…

Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=urN__5-3k_U
(kkkkk só pq a música chama Torture kkkkk)

Um balde de água fria jogado na cara de Estrôncio. Foi a primeira impressão que ele teve ao acordar. Não lembrava de nada, mas sentia uma forte dor na nuca. Havia sangue. Um homem vestido de policial disse:

- O próximo balde será de água fervendo, caso você não nos conte tudo.
- Onde estou? – falou tremendo Estrôncio.
- Quartel da PF, Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro! O medo se instalou nele. Polícia corrupta, lugar sem lei… Era o fim, pensou. Pelo menos, junto com sua vida acabava o sofrimento. De repente, sente suas pernas molhares e arderem como fogo. E em seguida um grito.

- Eu avisei – disse o policial – o próximo balde será no rosto.
- Eu não sei de nada, por que eu estou aqui?

Uma cassetada no braço esquerdo e o policial olhou nos olhos dele:

- Ninguém aqui vai acreditar em você. Me diga como conseguiu aquela mercadoria.
- Eu estava só fazendo um serviço para um senhor que me pagou. Só isso, ele disse que depois desse serviço me levaria de volta a Juiz de Fora.
- Sei, e posso saber qual o nome desse senhor?
- Não sei, ele nunca disse…

Estrôncio começou a perceber que não sabia nada. Ele estava tão obcecado com Juiz de Fora que não se preocupou em pegar nenhuma informação a respeito do velho homem que dizia lhe ajudar.

- Ok, vamos supor que este homem exista…
- Ele existe!
- Cala a boca! Supondo que ele exista, por que você matou Adamastor, um inocente caminhoneiro da região?
- Ahn??

Estrôncio lembrou-se de Adamastor imediatamente. Mas… morto?

- Eu não matei ninguém!
- Temos suas impressões digitais na garrafa de água que você deu a ele. Água esta que possuía, aliás, uma substância tóxica que provocou a morte iminente de Adamastor.

Estrôncio não sabia o que dizer, exceto que não fez nada.

- Você disse que estava indo para Juiz de Fora? De onde você estava vindo? Há quanto tempo traficava mercadorias?
- Eu não traficava nada. Passei vinte anos preso em cativeiro, estou tentando reencontrar as pessoas da minha vida.
- HAHAHAHAHAHA! Essa foi a desculpa mais criativa que eu já ouvi desde que me tornei policial. Sabe o que eu acho que você fez? Você matou Adamastor, roubou seu caminhão para traficar suas mercadorias e, se havia realmente outro homem, você o matou também.
- Claro que não…
- Vou te dar até amanhã para pensar. Estes policiais aqui lhe ajudarão a pensar. Te darão o estímulo necessário. Se se negar a confessar, irei te mandar para a pior carceragem que eu encontrar na cidade.

Assim que o policial saiu, a surra continuou. Muita dor e muito sofrimento para Estrôncio, que havia sido claramente enganado.

As coisas não parecem boas para Estrôncio. Uma noite inteira de surras. Será que ele resistirá? Ou inventará uma confissão? E Deliberto? Morreu ou vai apanhar igual excomungado também? Até o próximo capítulo!

Clique aqui para ler o próximo capítulo.

Siga-me no Twitter para novidades.

Tags: , , , , , , , , , , ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.