Malandrage Carioca: agora também nos concursos

Este blog tem estado parado ultimamente, por motivos de força maior (preguiça kk). Mentira, na verdade é por falta de tempo mesmo, mas hoje venho aqui mais uma vez pra falar mal do Rio de Janeiro, o que me dá incrível prazer kkkk.

Acho que é a primeira vez que eu consigo fazer um post atual, normalmente eu falo de coisas que aconteceram há meses atrás. Ontem saiu a seguinte notícia:

Rio cria cota para negros e índios em concursos públicos

Ou seja, agora temos cotas também para pessoas que querem disputar vagas no serviço público. Como se já não bastasse a triste realidade de termos um bando de funcionários públicos que não querem saber de nada, vamos agora abrir cotas para indivíduos pertencentes a determinados grupos, que podem até não ter lá um conhecimento bom ou não ser muito capazes no que vão fazer, o que importa é QUE VAMOS TER MUITOS NEGROS E ÍNDIOS NO SERVIÇO PÚBLICO! Pode ter um monte de branco nórdico (tá cheio no Brasil né) mais bem preparado, mas no fim das contas quem entra é o negro e o índio, porque alguém disse que temos uma dívida social com eles.

Quando as contas atingem a entrada aos cursos superiores das universidades, eu até entendo a pureza de coração de quem propõe uma coisa dessas. Não concordo, mas entendo. Não vou dizer os motivos pelos quais não concordo, pois são os mesmos motivos óbvios que todas as pessoas contra-cotas já levantaram pela internet afora. Porém é compreensível, pois alunos recém-saídos do ensino médio podem de fato não ter uma base adequada para entrar na universidade (por causa do porco sistema de educação básica do país), o que os priva de terem boas chances no mercado de trabalho. Com sorte, alguns desses alunos cotistas se esforçarão o suficiente para suprir todas as suas deficiências (que vão além de simples questões de conhecimento, quem é pobre tem muito mais problema do que simplesmente “não saber a matéria”) e se tornarem profissionais capazes de competir em pé de igualdade com os demais.

Agora, cotas para concurso público? O indivíduo já está graduado (em uma universidade onde possivelmente foi cotista), já foi dada a ele a chance de vencer na vida. Teoricamente, ele já conseguiu recuperar o tempo perdido. Chega no mercado de trabalho, ele continua tendo vantagens? Pior, as cotas faladas na notícia não contemplam renda. É simplesmente uma questão étnica. Sou negro ou sou índio, portanto tenho direito a um processo seletivo separado. Também quero ser negro ou índio, comofas?

E o mais preocupante disso tudo é a declaração do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral:

“A paisagem do serviço público brasileiro vai começar a mudar a partir do Estado do Rio de Janeiro. Queiramos um dia que essa política não seja necessária, mas ela é necessária para gerar mais oportunidades. Só dessa maneira nós vamos gerar um país desenvolvido.”

Isso mostra o quão despreparado é o Sérgio Cabral pra governar qualquer coisa. Ele não sabe nem do que tá falando. Alguém em sã consciência enxerga esse racismo no nosso país, deixando os negros e os índios sem oportunidades? No Rio de Janeiro, o que mais tem é negro e mulato. Quer dizer então que tá um caos lá, porque ninguém tem oportunidade, é isso? Gerar um país desenvolvido é aumentar o percentual de negros e índios no serviço público. Totalmente lógica essa afirmação. Parabéns, Sergião!

A paisagem do serviço público brasileiro vai começar a mudar a partir do Rio de Janeiro. Como sempre, é o Rio cagando o país. Como essa questão de ser negro é algo que você mesmo define, já to vendo a quantidade de carioca malandro se auto-declarando negro pra arranjar bocada em concurso público. Como sempre, o Rio de Janeiro presta um desserviço à imagem do país.

Olha a outra frase do Cabrale: “Os racistas não param.” GENTE, EM QUE MUNDO ESSE HOMEM VIVE?? Deve ter cruz queimando no jardim da casa dele, pessoas vestidas de zé gotinha fazendo manifesto pelas ruas no Rio, porque só isso explica uma afirmação dessas. Eu NUNCA ouvi falar de alguém que se sentiu prejudicado em uma oferta de emprego por ser negro. Quando digo “nunca”, me refiro aos tempos atuais, é óbvio que antigamente isso existia, mas já acabou! É claro que em alguns empregos mais simples isso pode acontecer ainda, em meios onde os empregadores não têm noção de nada, mas em concurso público? Quem tá em um concurso público fazendo seleção de candidatos tem um mínimo de educação, tem formação e, mesmo que possua um preconceito latente, não deixa aflorar dessa forma a ponto de propositalmente prejudicar alguém pela raça. Tenho vários amigos negros, todos estão aí trabalhando, alguns com cargos públicos, outros em empresas… e por quê? Porque se formaram e correram atrás. Não precisaram de cotas, nem foram rejeitados por serem negros. Por causa da lei, teve até pichação da estátua de Zumbi no Rio. Ou seja, será que o povo é racista realmente? Ou será que são essas leis mongolóides que estão despertando comportamentos racistas nas pessoas?

Em resumo, essa lei consegue ser mais vergonhosa que as cotas pra universidades. Espero que ninguém no país copie o exemplo desse _______ (preencha a lacuna) que é o Sérgio Cabral. Senão o que já tá ruim vai piorar ainda mais.

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